
Dra. Maria júlia / Tratamentos
Gestantes e lactantes
Durante a gestação a pele sofre alterações fisiológicas que permitem a distensão da região abdominal para acomodar o bebê em crescimento.
Após esse período, a pele regride apenas parcialmente para o seu tamanho habitual em até 6 meses. Atividades físicas antes, durante e após a gestação contribuem para a melhora desse quadro, no entanto, muitas vezes, alguns procedimentos são necessários para o retorno completo da pele do abdome.
A avaliação com dermatologista é importante para decidir a melhor opção de tratamento, que pode variar de aplicação de medicações injetáveis que estimulem o colágeno, até procedimentos cirúrgicos.
O melasma é uma doença crônica da pele que afeta principalmente as mulheres. Ele está relacionado ao fotoenvelhecimento da pele, resultando em manchas marrons de tons variados principalmente na face.
Muitas vezes inicia durante a gestação ou uso de anticoncepcionais hormonais. Hoje em dia, sabemos que o tratamento para essa condição não deve ser limitado a clarear a mancha exclusivamente, e sim voltado para todos os componentes da pele afetados com o envelhecimento resultante da exposição solar.
O uso de fotoprotetor de amplo espectro (protege da radiação UVB, UVA e luz visível) é o pilar principal no tratamento do melasma. Com o avanço das medicações e tecnologias existentes, é possível iniciar o tratamento do melasma já na gestação sem nenhum risco para a mãe e o bebê.
A associação de clareadores tópicos, lasers, microagulhamento e procedimentos que estimulam o colágeno auxiliam no controle das lesões.
A acne é uma doença de pele crônica, de múltiplas causas, que pode afetar homens e mulheres de todas as idades, inclusive no período gestacional.
Durante a gravidez, mulheres com idade inferior a 25 anos apresentam maior risco de desenvolvimento ou piora de acne pré-existente, com manifestações da doença que variam de leves a graves na face, pescoço e tronco.
Esse risco aumenta ainda mais nas pacientes que apresentaram acne previamente à gestação. O dermatologista é o profissional indicado para realizar o tratamento desse quadro durante a gravidez de forma segura para a mãe e o bebê.
O tratamento realizado de forma precoce evita a formação de manchas e cicatrizes.
A queda de cabelo pós-parto é denominada Eflúvio Telógeno Agudo. Esse quadro é benigno, inicia no 3º mês após o nascimento do bebê, com duração máxima de 4 meses.
Durante esse período, é importante avaliarmos se não existe nenhum fator a mais que contribua para essa queda, como anemia, alteração hormonal ou deficiência nutricional relacionada à lactação.
Se a queda de cabelo permanece após os 4 meses esperados, é importante que a paciente seja examinada para descartar outras doenças associadas, como a calvície, por exemplo. Nesses casos, a consulta com o dermatologista é essencial para investigação e seguimento adequado das pacientes.
As estrias ocorrem devido a ruptura das fibras colágenas e elásticas da pele. Elas resultam da expansão dos tecidos (crescimento, hipertrofia muscular, ganho de peso, gestação) ou do aumento da concentração de corticosteróides por uso externo, ou doenças (Cushing).
Por ser uma lesão destrutiva na derme, dificilmente qualquer tratamento irá resolver totalmente esse quadro, principalmente se as estrias já estiverem em fase final (brancas).
Procedimentos como microagulhamento e laser podem melhorar a aparência dessas lesões caso haja incômodo estético.
Camuflar essas lesões com tatuagem não é recomendado devido aos riscos inerentes do procedimento, e da mudança de cor da tinta com o tempo.
Quanto à prevenção, não existe evidência científica sólida quanto ao uso de cremes e óleos para evitar o surgimento da estria, muito menos um estudo comparando os dois!
No entanto, manter a pele hidratada aumentará sua elasticidade e poder de adaptação às mudanças, por isso, orientamos o uso do creme, e o óleo em seguida para manter a qualidade da pele! Importante lembrar de hidratar não só a barriga, mas também mamas (evitando aréola), glúteos e coxas. A melhor medida nesse período, sem dúvida, é controlar o ganho de peso.

Transplante capilar: O que você precisa saber na prática

A Dra. Maria Júlia é médica formada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com residência médica em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP.
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